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quinta-feira, 16 de abril de 2015

(Des)orientação Sexual

                                     (a reivindicação de um falso direito)

Há quem pense que o mais perigoso de todos os projetos de lei contra a família brasileira seja o PL 1151/95, da ex-deputada federal Marta Suplicy (PT/SP), que “disciplina a parceria civil registrada entre pessoas do mesmo sexo e dá outras providências”. Justamente por ser tão agressivo, ao tentar instituir o “casamento” de homossexuais (disfarçado sob o nome de “união civil” ou “parceria registrada”), este projeto tem suscitado uma reação violenta. “O projeto de lei, de 1995, já entrou na pauta do dia 14 vezes e nunca foi votado. Só em maio deste ano, os deputados estiveram prestes a colocar sua opinião sobre o assunto numa urna nove vezes” (União de gays na gaveta, Jornal do Brasil, 30/08/2001, p. 7). Por que tantos adiamentos? Porque os defensores do projeto, ao perceberem que serão derrotados, sabem habilmente retirá-lo de pauta.

Muito mais perigosos são outros projetos semelhantes, que estão tramitando na surdina, sem chamar a atenção do público. O mais perigoso de todos é uma Proposta de Emenda Constitucional, a PEC 67/1999 do deputado Marcos Rolim (PT – RS ), que “altera os artigos 3º e 7º da Constituição Federal”. Se aprovada, a emenda proibirá expressamente no art. 3º os “preconceitos” ou “discriminação” por motivo de “orientação sexual”. No art. 7º inciso XXX, proibirá que alguém deixe de ser admitido ao exercício de alguma função por motivo de sua “orientação sexual”. Em outras palavras, o homossexualismo passará a ser um direito constitucional.

Quem tem filho em idade escolar, talvez já tenha tido o desprazer de ler em um livro didático de Ciências da 7ª série o seguinte texto: “A homossexualidade não é vício nem doença. A escolha sexual de uma pessoa deve ser respeitada (…) A opção sexual vai-se desenvolvendo aos poucos. Na adolescência não dá para saber ainda se uma pessoa será ou não homossexual” (BARROS, Carlos, O Corpo Humano; programas de saúde, 40ª edição, São Paulo, Editora Ática, 1991, p. 20). Já faz tempo que os alunos são treinados a considerar como natural algo que é intrinsecamente antinatural. No entanto, há quem queira que isso se torne lei. O Projeto de Lei 3099 de 2000, do deputado Pompeo de Mattos (PDT – RS), “dispõe sobre a obrigatoriedade de disciplina ‘orientação sexual’, nos currículos de quinta e sexta séries do ensino fundamental das escolas publicas e privadas”. Se aprovado, toda escola será obrigada a ensinar aos adolescentes que é indiferente casar-se com alguém do mesmo sexo ou do outro sexo. E os pais serão obrigados a tolerar tal ensinamento.

Como se pretende transformar o homossexualismo em um direito, qualquer “discriminação” contra um homossexual será crime. Já está em tramitação o Projeto de Lei 5003 de 2001, da deputada Iara Bernardi (PT-SP), que “determina sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação sexual das pessoas”.
O que está para acontecer…

Se os projetos acima descritos se tornarem leis, mesmo antes que se aprove o “casamento” de homossexuais, devemos estar preparados para o pior. Por exemplo:

a) A Igreja Católica e também as Protestantes serão coagidas a admitir seminaristas homossexuais. Se um candidato ao sacerdócio ou ao pastorado for expulso do seminário por praticar atos de homossexualismo, a Igreja estará cometendo um crime e deverá ser punida.

b) O mesmo acontecerá se a Igreja suspender o uso de ordens de um padre ou pastor que pratique a pederastia ou se expulsar de sua congregação religiosa uma freira ou obreira que pratique o lesbianismo.
c) Se um par de travestis entrar em algum estabelecimento comercial e começar a se abraçar e se beijar em público, nem o dono do local nem os espectadores poderão reagir. Uma simples expressão fisionômica de censura já poderia ser enquadrada como prática discriminatória passível de sanção penal.

d) Um empresário que, por engano, tiver admitido um funcionário homossexual, e que agora vir que ele está corrompendo seus colegas de trabalho, não poderá jamais pensar em demiti-lo.

e) Diante do festival de obscenidades que todo ano invade as ruas nas horríveis passeatas do “orgulho gay e lésbico”, os cidadãos deverão tomar todo o cuidado para não pronunciar palavras de repreensão. Ai daquele que disser, balançando a cabeça: “Isso é uma falta de vergonha…”! A repressão ao “discriminador” será imediata.

Que é orientação sexual? 


A palavra orientação vem de “oriente”. É genuinamente cristã. Oriente é onde nasce o sol. Cristo é o “sol nascente” (Lc 1,78) que nos veio visitar. Orientar-se é colocar-se na direção correta.

A palavra sexo vem do latim “secare”, que significa cortar. Ela indica que o ser humano está “cortado” em duas partes, diferentes e complementares: o homem e a mulher. Um foi feito para o outro e completa-se no outro.

A única “orientação sexual” possível, portanto, é aquela que existe entre o homem e a mulher. Entre dois homens ou entre duas mulheres não se pode falar de “orientação”, mas de desorientação sexual.
A conjunção carnal de dois homens ou de duas mulheres não é uma união “sexual”, embora eles tentem fazer uso (antinatural) de seus órgãos reprodutores. Tal ato é totalmente avesso à reprodução e à complementação homem-mulher.

Na impossibilidade de realizarem o ato conjugal, que requer órgãos complementares (o pênis e a vagina), os pederastas e as lésbicas procuram fazer uso de outros, como o ânus e a boca. Ora, a boca pertence ao aparelho digestivo e o ânus tem evidentemente função excretora. Os atos de homossexualidade são, portanto, uma grosseiríssima caricatura do ato conjugal, tal como foi querido por Deus e inscrito na natureza.

Discriminar é preciso


A discriminação é uma das práticas mais normais da vida social. Todos nós a praticamos dia a dia. Ao aplicar uma prova, o professor discrimina os alunos que tiraram notas altas daqueles que tiraram notas baixas. Aqueles são aprovados. Estes são reprovados. Ao escolher o futuro cônjuge, as pessoas geralmente fazem uma discriminação rigorosa, baseadas em diversos critérios: qualidades morais, inteligência, aparência física, timbre de voz, formação religiosa etc. Entre centenas ou milhares de candidatos, somente um é escolhido. Os outros são discriminados. Ao selecionar seus empregados, as empresas fazem uma série de exigências, que podem incluir: sexo, escolaridade, experiência profissional, conhecimentos específicos, capacidade de relacionar-se com o público etc. Certos concursos para policiais ou bombeiros exigem, entre outras coisas, que os candidatos tenham uma determinada altura mínima, que não ultrapassem uma certa idade e que gozem de boa saúde. Todos esses são exemplos de discriminações justas e necessárias.

Outros poderiam ser dados. O ladrão que é apanhado em flagrante é preso. A ele, como punição pelo furto ou roubo, é negada a liberdade de locomoção, que é concedida aos demais cidadãos. A prisão é um lugar onde, por algum tempo, são discriminados (com justiça) aqueles que praticaram atos dignos de discriminação.

Algumas discriminações são injustas

Se é justo privar da liberdade um criminoso (que perdeu o direito a ela pela prática de seu crime), não é justo negar a liberdade a alguém em virtude de sua cor. A escravidão dos negros, abolida no Brasil em 1888, é um exemplo de discriminação injusta. Também não é justo privar uma criança do direito à vida por causa de uma doença incurável, como querem os defensores do aborto eugênico. Um bebê sadio tem o mesmo direito de nascer que um bebê defeituoso. Lamentavelmente, há na Câmara dos Deputados um projeto de lei que pretende legalizar tal discriminação injusta. Trata-se do PL 1956/96, também da ex-deputada Marta Suplicy (PT – SP).

Não é justo que a Igreja prive alguém da Santa Missa ou dos sacramentos por causa de sua pobreza ou condição social. Mas é justo (e necessário) que aqueles que estão em pecado grave abstenham-se da Comunhão Eucarística, sob pena de cometerem um sacrilégio.

Os homossexuais têm direitos?

Na sua primeira carta aos coríntios, São Paulo enumera alguns dos que não herdarão o Reino de Deus: “Não vos iludais! Nem os impudicos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus” (1Cor 6,9-10). Nesta passagem o Apóstolo usa duas palavras para designar os homossexuais: malakói (efeminados) e arsenokóitai (sodomitas).

Será que nenhum dos que foram enumerados acima têm direitos? Certamente que têm. O empregado que trabalhou para mim durante um mês tem direito a receber seu salário, mesmo que lamentavelmente se tenha embriagado. O ladrão que furtou meu dinheiro conserva seu direito à vida (e por isso eu não posso matá-lo).

Mas o ladrão não tem direito à vida enquanto ladrão, e sim enquanto pessoa. Da mesma forma, o bêbado não tem direito ao salário enquanto bêbado, e sim enquanto trabalhador.

Assim, se o homossexual tem algum direito, não o tem enquanto homossexual, mas enquanto pessoa. E assim como não faz sentido elaborar uma Carta dos Direitos dos Ladrões ou uma Declaração dos Direitos dos Bêbados, é absurdo uma lei que defenda os “Direitos dos Homossexuais”.

Sendo um vício (e um vício contra a natureza!), o homossexualismo não acrescenta direitos à pessoa. Ao contrário, priva-a de direitos, a começar pelo direito ao Reino de Deus.

A misericórdia para com o pecador

“Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes (…) Com efeito, eu não vim chamar justos, mas pecadores” (Mt 9,12-13). Estas palavras de Jesus resumem a atitude que nós, cristãos, devemos ter para com os homossexuais. É preciso socorrê-los. Mas eles só poderão ser auxiliados se reconhecerem que são doentes carentes de médico e pecadores necessitados de perdão. Jesus nunca negou o perdão aos pecadores humilhados, como a mulher adúltera (Jo 11,10-11), a pecadora pública (Lc 7,47) e o publicano Zaqueu (Lc 19,9). No entanto dirigiu palavras duríssimas aos escribas e fariseus, que, em seu orgulho, não admitiam necessitar de salvação (Mt 23,1-32).

Os homossexuais que, reconhecendo a gravidade de seus atos, procuram a Igreja para se reconciliar com Deus, “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza” (Catecismo da Igreja Católica, n.º 2358). No entanto, aqueles que, longe de se arrependerem, orgulham-se do pecado que cometem (como os participantes das manifestações de “orgulho homossexual”), estão automaticamente se excluindo da salvação.

E quanto à discriminação? “Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta (grifei)” (Catecismo da Igreja Católica, n.º 2358). O texto supõe, portanto, que há discriminações justas para com os homossexuais. E de fato há. Uma delas é a proibição de receberem a Sagrada Comunhão, enquanto não abandonarem seu pecado. Outra é a impossibilidade de serem admitidos em seminários e casas religiosas.

Discriminação contra a Igreja


Se, porém, os projetos acima citados se tornarem leis, surgirá para o Brasil uma nova onda de perseguição religiosa. A Igreja, para ser fiel a seu Fundador, será injustamente discriminada. Será considerada criminosa por chamar de pecado aquilo que é pecado e por proibir aquilo que Deus proíbe. Deus se compadeça de nós

Glicério G. de Sousa Jardim (teólogo Católico).


sexta-feira, 6 de março de 2015

O pecado de Sodoma era o homossexualismo ou a inospitalidade?


GÊNESIS 19:8 – O pecado de Sodoma era o homossexualismo ou a inospitalidade?

PROBLEMA:
 Há quem argumente que o pecado de Sodoma e Gomorra tenha sido a inospitalidade, e não o homossexualismo. A base para isso é o costume cananeu que garante proteção a quem esteja sob o teto de alguém. É dito que Ló se referiu a esse costume quando disse: “nada façais a estes homens, porquanto se acham sob a proteção de meu teto” (Gn 19:8). Assim, Ló ofereceu suas filhas para satisfazer àquela irada multidão, de forma a proteger as vidas dos visitantes que estavam sob o seu teto.

Alguns ainda alegam que o pedido daqueles homens da cidade para “conhecer” (Gn 19:5) significa simplesmente “ser apresentado”, sem nenhuma conotação sexual, porque a palavra hebraica correspondente ao verbo “conhecer” (yada) geralmente não tem conotação sexual (cf. SI 139:1).


SOLUÇÃO:
 Embora seja verdade que a palavra hebraica para “conhecer” (yada) não signifique necessariamente “ter relacionamento sexual”, no contexto da passagem de Sodoma e Gomorra, ela obviamente tem este significado. Isso é evidente por várias razões.

– Primeiro, em dez de cada doze vezes que esta palavra aparece em Gênesis, ela se refere à relação sexual (cf. Gn 4:1,25).

– Segundo, o sentido da palavra “conhecer” é o do conhecimento sexual, neste mesmo capítulo. Pois Ló refere-se às suas duas filhas virgens dizendo “que ainda não conheceram homens” (Gn 19:8, SBTB), sendo este um óbvio emprego da palavra com o sentido sexual.

– Terceiro, o significado de uma palavra descobre-se pelo contexto em que ela aparece. E o contexto nesse caso é certamente o sexual, como indicado pela referência à perversidade daquela cidade (18:20), bem como por serem as virgens oferecidas para aplacar-lhes a lascívia (19:8).

– Quarto, “conhecer” não pode ter o sentido de simplesmente “ser apresentado a alguém”, porque no caso houve uma referência a “não façais mal” (19:7).

– Quinto, por que oferecer as filhas virgens, se o intento deles não era sexual? Se os homens tivessem pedido para “conhecer” as filhas virgens de Ló, ninguém duvidaria das intenções lascivas deles.

– Sexto, Deus já tinha determinado destruir Sodoma e Gomorra, como Gênesis 18:16-33 indica, mesmo antes do incidente ocorrido em 19:8. Conseqüentemente, é muito mais razoável admitir que Deus havia pronunciado juízo sobre aquelas duas cidades pelos pecados que eles já vinham cometendo, isto é, por causa do homossexualismo, do que por um pecado que eles ainda não tinham cometido, a inospitalidade.

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia

Norman Geisler – Thomas Howe

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Efutações bíblicas ‘a teologia “cristã” Gay.


O propagadores da chamada teologia “cristã” gay afirmam que do imenso número de leis do Pentateuco apenas duas vezes há referência ao homossexualismo e que inúmeras outras abominações do Levítico – como comer carne de porco ou o tabu em relação ao esperma ou ao sangue menstrual – foram completamente abandonadas. O que eles ignoram, entretanto, é que se há duas referências ao homossexualismo no Pentateuco (Lv 18:22; 20:13), e ambas são proibitivas e punitivas, já se vê que Deus reprova a prática do homossexualismo, sem necessidade de qualquer outro argumento. Além deste erro, confundir lei moral com lei cerimonial – ou seja, rituais – é um equívoco. Cerimônias foram removidas mediante o sacrifício de Cristo na cruz. Moralidade, não.

A exegese dos teólogos John Ankerberg e John Weldon confirma a posição de outros teólogos evangélicos:

“o que as Escrituras ensinam sobre moral no Antigo Testamento, elas ensinam também no Novo Testamento. Essa uniformidade também prova que esses trechos bíblicos transcendem as supostas limitações culturais. Porque o caráter santo de Deus nunca muda, Sua lei moral nunca muda. Deus é soberano sobre a cultura e não sujeito a ela. Os valores mutáveis da sociedade não mudam a lei moral de Deus, que é válida para toda e qualquer cultura, independentemente de suas crenças.”

Os defensores na teologia “cristã” gay insistem na heresia de que vários personagens da Bíblia tiveram experiências homossexuais. Os mais citados são Davi e Jônatas. Na verdade, quando Davi disse que o amor que sentia por Jônatas ultrapassava o amor de mulheres, ficou claro que este amor não tinha qualquer conotação erótica. Vale destacar o comentário exegético do rabino Henry I. Sobel à revista Ultimato, de setembro/outubro de 1998:

“a palavra hebraica ahavá não significa apenas amor no sentido conjugal/sexual, mas também no sentido paternal (‘Isaque gostava de Esaú’, Gn 25:28), no sentido de amizade (‘Saul afeiçoou-se a Davi’, em I Sm 16:21), no sentido de amor a Deus (‘Amarás o Senhor, teu Deus’, em Dt 6:5) e no sentido de amor ao próximo (‘Amarás o próximo como a ti mesmo’, Lv 19:18). Em todos estes exemplos, o verbo usado na Torá (a Bíblia hebraica) é ahavá. É por razão lingüística – e não por falso pudor – que a maioria das traduções bíblicas cita I Samuel 1:26 assim: ‘Tua amizade me era mais preciosa que o amor das mulheres’.”

Segundo estudiosos da Bíblia, o amor das mulheres era algo que Davi conhecia muito bem, apesar da poligamia não ser o projeto ideal de Deus. Sua poligamia com Mical, Abigail, Ainoã, Maaca, Agita, Abital, Eglá e seu adultério com Bate-Seba mostram que a maior dificuldade de Davi era a atração pelo sexo oposto (1 Sm 18:27; 25:42,43; 2 Sm 3:2-5; 11:1-27) – e nunca o homossexualismo!

Falando sobre Sodoma e Gomorra, a teologia “cristã” gay afirma que quando os homens daquelas cidades pediram a Ló para conhecer os visitantes (os dois anjos com aparência humana) eles não pretendiam manter relações sexuais com eles. Porém, que o verbo que aparece neste contexto é o hebraico yada, que tem vários significados e, segundo, especialistas, aparece mais de 900 vezes no Antigo Testamento, por exemplo: Saber – Gn 15:8; dar-se conta – Gn 3:9; reconhecer – Gn 12:11; conhecer pessoas – Gn 29:5; ser esperto em algo – 1 Re 9:27; ter relações sexuais – Gn 4:1; 19:5; 19:8; Jz 19:22. Na história de Sodoma e Gomorra esse verbo tem conotação sexual (Gn 19:5 – a ameaça dos homens o demonstra claramente), pois a resposta de Ló oferecendo suas duas filhas virgens só tem conotação sexual. Mas eles não queriam as mulheres. Seu desejo era homossexual. Uma das melhores traduções da Bíblia foi feita pelo judeu André Chouraqui e chama-se A Bíblia – No Princípio. A tradução literal em sua Bíblia é: “Faze-os sair até nós, vamos penetrá-los” (Gn 19:5). E: “Tenho duas filhas que homem algum jamais penetrou” (Gn 19:8). Isso está em completa harmonia com o ensino do Novo Testamento em Judas 7, que confirma que a intenção dos homens de Sodoma era realmente de violação homossexual, assim como o demonstra II Pedro 2:7-10 e I Timóteo 1:8-10 que lista diversas violações da lei colocando os sodomitas lado a lado com os parricidas, matricidas e roubadores de homens.

Além dos argumentos bíblicos e teológicos, John Ankerberg e John Weldon trazem um importante argumento extra-bíblico:

“a tradição judaico-cristã testifica, invariavelmente, o pecado de Sodoma como sendo a homossexualidade. Um comentário rabínico, por exemplo, diz que os sodomitas tinham um acordo entre eles de sodomizar e roubar todos os estranhos. Filo, um judeu de Alexandria (25 a.C. até 45 d.C.), comentou que em Sodoma ‘os homens se acostumaram a ser tratados como mulheres’.”

Os defensores da teologia “cristã” gay tentam neutralizar os escritos do apóstolo Paulo contra o comportamento homossexual, argumentando que as palavras efeminados e sodomitas empregadas em 1 Coríntios 6:9-11 foram mal traduzidas. Eles afirmam que a passagem é mal traduzida ou restrita a certas culturas. Alguns têm afirmado que a palavra grega malakos (traduzida por “efeminados”) se refere somente à fraqueza moral sem qualquer referência específica à homossexualidade, e que arsenokoitai (traduzida por “sodomia”) se refere aos efeminados – e assim, uma vez mais, esses versículos não condenariam as uniões “amorosas” modernas dos homossexuais. Mais uma vez vale a pena citar as refutações de Ankerberg e Weldon:

“Mas malakoi e arsenokoitai têm significados específicos. A primeira significa literalmente ‘macio ao tato’. Na cultura grega, era usada de forma metafórica para homens que assumiam o papel passivo no ato homossexual. O segundo termo, arsenokoitai, também se refere claramente às relações homossexuais – especificamente, à pessoa que assumia o papel ativo no ato homossexual.

“Além disso, todo o trecho de 1 Coríntios 6.9 e seguintes é destacado pela palavra adikoi – ‘os iníquos’. Os termos que se referem à homossexualidade são encontrados em conexão com outros pecados sexuais – fornicadores (pornoi) e adúlteros (moichoi). Em outras palavras, os significados das palavras em si e seus contextos todos argumentam por relevância às práticas homossexuais de hoje. Homossexualidade impenitente, fornicação e adultério, todos excluem pessoas do reino de Deus.”

O movimento gay “cristão” diz que Jesus Cristo nunca falou nenhuma palavra contra os homossexuais. Essa é mais uma tentativa de distorcer as verdades do evangelho. O fato de Jesus nunca ter mencionado especificamente o homossexualismo não significa sua aprovação. Ele também não se pronunciou claramente sobre muitos outros problemas sociais, tais como: sequestros, abuso sexual, prostituição infantil, tráfico de drogas. Entretanto, a Bíblia apresenta direta e indiretamente os princípios inegociáveis de Deus para a moralidade e dignidade humanas. Na verdade, ao se referir ao plano de Deus para a sexualidade, Jesus reafirmou o ensino vetero-testamentário sobre o casamento heterossexual e monogâmico. Ele excluiu a suposta naturalidade das práticas homossexuais quando incentivou o casamento. Jesus Cristo afirmou em Mt 19:4-6:

“Não tendes lido que o Criador desde o princípio os homem e mulher, e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne.”

Fonte: CACP

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Davi e Jônatas eram homossexuais?

1 SAMUEL 18.1-4- Davi e Jônatas eram homossexuais?

PROBLEMA: As Escrituras registram o intenso amor que Davi e Jônatas tinham um pelo outro. Há quem tenha dito que isso é uma indicação de que eles eram homossexuais. Isso é deduzido a partir do fato de que está escrito que “Jônatas o amava” (18:3); que Jônatas se despia na frente de Davi (18:4); também que eles “beijaram-se um ao outro” com grande emoção (20:41). Os que alegam isso dizem ainda que as tendências homossexuais de Davi podem ser inferidas pelo fato de ele não ter muito sucesso em seus relacionamentos com mulheres. A conclusão tirada desses textos é válida?

SOLUÇÃO: Não há indicação alguma nas Escrituras de que Davi e Jônatas tenham sido homossexuais. Pelo contrário, há uma forte evidência de que não eram. Antes de mais nada, a atração de Davi por Bate-Seba (2 Sm 11) revela que sua orientação sexual era heterossexual, não homossexual. Com efeito, a julgar pelo número de mulheres que Davi teve, ele parecia ser heterossexual até demais.
Depois, o “amor” de Davi por Jônatas não era o amor sexual (erótico), mas sim o amor da amizade (o amor“phileo”). É comum nas culturas orientais homens heterossexuais expressarem amor e afeição um para com o outro.
Ainda, Jônatas não se despiu completamente na presença de Davi. O texto diz que ele apenas tirou a armadura e a capa que vestia (1 Sm 18:4) para dá-las a Davi, como um símbolo de seu profundo respeito e compromisso com ele.
Podemos acrescentar também que o “beijo” era uma forma usual de os homens se cumprimentarem naqueles dias. E ainda, o fato de eles se cumprimentarem beijando-se um ao outro (1 Sm 20:41) é descrito dois capítulos e meio depois daquele que relata que Jônatas deu a capa e a armadura a Davi.

Finalmente, a emoção que expressaram foi o choro, e não o orgasmo. O texto diz: “beijaram-se um ao outro e choraram juntos, Davi, porém, muito mais” (1 Sm 20:41).