(a reivindicação de um falso direito)
Há quem pense que o mais perigoso de todos os projetos de lei contra a
família brasileira seja o PL 1151/95, da ex-deputada federal Marta Suplicy
(PT/SP), que “disciplina a parceria civil registrada entre pessoas do mesmo
sexo e dá outras providências”. Justamente por ser tão agressivo, ao tentar
instituir o “casamento” de homossexuais (disfarçado sob o nome de “união civil”
ou “parceria registrada”), este projeto tem suscitado uma reação violenta. “O
projeto de lei, de 1995, já entrou na pauta do dia 14 vezes e nunca foi votado.
Só em maio deste ano, os deputados estiveram prestes a colocar sua opinião
sobre o assunto numa urna nove vezes” (União de gays na gaveta, Jornal do
Brasil, 30/08/2001, p. 7). Por que tantos adiamentos? Porque os defensores do
projeto, ao perceberem que serão derrotados, sabem habilmente retirá-lo de
pauta.
Muito mais perigosos são outros projetos semelhantes, que estão tramitando
na surdina, sem chamar a atenção do público. O mais perigoso de todos é uma
Proposta de Emenda Constitucional, a PEC 67/1999 do deputado Marcos Rolim (PT –
RS ), que “altera os artigos 3º e 7º da Constituição Federal”. Se aprovada, a
emenda proibirá expressamente no art. 3º os “preconceitos” ou “discriminação”
por motivo de “orientação sexual”. No art. 7º inciso XXX, proibirá que alguém
deixe de ser admitido ao exercício de alguma função por motivo de sua
“orientação sexual”. Em outras palavras, o homossexualismo passará a ser um
direito constitucional.
Quem tem filho em idade escolar, talvez já tenha tido o desprazer de ler em
um livro didático de Ciências da 7ª série o seguinte texto: “A homossexualidade
não é vício nem doença. A escolha sexual de uma pessoa deve ser respeitada (…)
A opção sexual vai-se desenvolvendo aos poucos. Na adolescência não dá para saber
ainda se uma pessoa será ou não homossexual” (BARROS, Carlos, O Corpo Humano;
programas de saúde, 40ª edição, São Paulo, Editora Ática, 1991, p. 20). Já faz
tempo que os alunos são treinados a considerar como natural algo que é
intrinsecamente antinatural. No entanto, há quem queira que isso se torne lei.
O Projeto de Lei 3099 de 2000, do deputado Pompeo de Mattos (PDT – RS), “dispõe
sobre a obrigatoriedade de disciplina ‘orientação sexual’, nos currículos de
quinta e sexta séries do ensino fundamental das escolas publicas e privadas”.
Se aprovado, toda escola será obrigada a ensinar aos adolescentes que é
indiferente casar-se com alguém do mesmo sexo ou do outro sexo. E os pais serão
obrigados a tolerar tal ensinamento.
Como se pretende transformar o homossexualismo em um direito, qualquer
“discriminação” contra um homossexual será crime. Já está em tramitação o
Projeto de Lei 5003 de 2001, da deputada Iara Bernardi (PT-SP), que “determina
sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação sexual das
pessoas”.
O que está para acontecer…
Se os projetos acima descritos se tornarem leis, mesmo antes que se aprove o
“casamento” de homossexuais, devemos estar preparados para o pior. Por exemplo:
a) A Igreja Católica e também as Protestantes serão coagidas a admitir
seminaristas homossexuais. Se um candidato ao sacerdócio ou ao pastorado for
expulso do seminário por praticar atos de homossexualismo, a Igreja estará
cometendo um crime e deverá ser punida.
b) O mesmo acontecerá se a Igreja suspender o uso de ordens de um padre ou
pastor que pratique a pederastia ou se expulsar de sua congregação religiosa
uma freira ou obreira que pratique o lesbianismo.
c) Se um par de travestis entrar em algum estabelecimento comercial e
começar a se abraçar e se beijar em público, nem o dono do local nem os
espectadores poderão reagir. Uma simples expressão fisionômica de censura já
poderia ser enquadrada como prática discriminatória passível de sanção penal.
d) Um empresário que, por engano, tiver admitido um funcionário homossexual,
e que agora vir que ele está corrompendo seus colegas de trabalho, não poderá
jamais pensar em demiti-lo.
e) Diante do festival de obscenidades que todo ano invade as ruas nas
horríveis passeatas do “orgulho gay e lésbico”, os cidadãos deverão tomar todo
o cuidado para não pronunciar palavras de repreensão. Ai daquele que disser,
balançando a cabeça: “Isso é uma falta de vergonha…”! A repressão ao
“discriminador” será imediata.
Que é orientação sexual?
A palavra orientação vem de “oriente”. É genuinamente cristã. Oriente é onde
nasce o sol. Cristo é o “sol nascente” (Lc 1,78) que nos veio visitar.
Orientar-se é colocar-se na direção correta.
A palavra sexo vem do latim “secare”, que significa cortar. Ela indica que o
ser humano está “cortado” em duas partes, diferentes e complementares: o homem
e a mulher. Um foi feito para o outro e completa-se no outro.
A única “orientação sexual” possível, portanto, é aquela que existe entre o
homem e a mulher. Entre dois homens ou entre duas mulheres não se pode falar de
“orientação”, mas de desorientação sexual.
A conjunção carnal de dois homens ou de duas mulheres não é uma união
“sexual”, embora eles tentem fazer uso (antinatural) de seus órgãos
reprodutores. Tal ato é totalmente avesso à reprodução e à complementação
homem-mulher.
Na impossibilidade de realizarem o ato conjugal, que requer órgãos
complementares (o pênis e a vagina), os pederastas e as lésbicas procuram fazer
uso de outros, como o ânus e a boca. Ora, a boca pertence ao aparelho digestivo
e o ânus tem evidentemente função excretora. Os atos de homossexualidade são,
portanto, uma grosseiríssima caricatura do ato conjugal, tal como foi querido
por Deus e inscrito na natureza.
Discriminar é preciso
A discriminação é uma das práticas mais normais da vida social. Todos nós a
praticamos dia a dia. Ao aplicar uma prova, o professor discrimina os alunos
que tiraram notas altas daqueles que tiraram notas baixas. Aqueles são
aprovados. Estes são reprovados. Ao escolher o futuro cônjuge, as pessoas
geralmente fazem uma discriminação rigorosa, baseadas em diversos critérios:
qualidades morais, inteligência, aparência física, timbre de voz, formação
religiosa etc. Entre centenas ou milhares de candidatos, somente um é
escolhido. Os outros são discriminados. Ao selecionar seus empregados, as
empresas fazem uma série de exigências, que podem incluir: sexo, escolaridade,
experiência profissional, conhecimentos específicos, capacidade de
relacionar-se com o público etc. Certos concursos para policiais ou bombeiros
exigem, entre outras coisas, que os candidatos tenham uma determinada altura
mínima, que não ultrapassem uma certa idade e que gozem de boa saúde. Todos
esses são exemplos de discriminações justas e necessárias.
Outros poderiam ser dados. O ladrão que é apanhado em flagrante é preso. A
ele, como punição pelo furto ou roubo, é negada a liberdade de locomoção, que é
concedida aos demais cidadãos. A prisão é um lugar onde, por algum tempo, são
discriminados (com justiça) aqueles que praticaram atos dignos de
discriminação.
Algumas discriminações são injustas
Se é justo privar da liberdade um criminoso (que perdeu o direito a ela pela
prática de seu crime), não é justo negar a liberdade a alguém em virtude de sua
cor. A escravidão dos negros, abolida no Brasil em 1888, é um exemplo de
discriminação injusta. Também não é justo privar uma criança do direito à vida
por causa de uma doença incurável, como querem os defensores do aborto
eugênico. Um bebê sadio tem o mesmo direito de nascer que um bebê defeituoso.
Lamentavelmente, há na Câmara dos Deputados um projeto de lei que pretende
legalizar tal discriminação injusta. Trata-se do PL 1956/96, também da
ex-deputada Marta Suplicy (PT – SP).
Não é justo que a Igreja prive alguém da Santa Missa ou dos sacramentos por
causa de sua pobreza ou condição social. Mas é justo (e necessário) que aqueles
que estão em pecado grave abstenham-se da Comunhão Eucarística, sob pena de
cometerem um sacrilégio.
Os homossexuais têm direitos?
Na sua primeira carta aos coríntios, São Paulo enumera alguns dos que não
herdarão o Reino de Deus: “Não vos iludais! Nem os impudicos, nem os idólatras,
nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem
os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os injuriosos herdarão o
Reino de Deus” (1Cor 6,9-10). Nesta passagem o Apóstolo usa duas palavras para
designar os homossexuais: malakói (efeminados) e arsenokóitai (sodomitas).
Será que nenhum dos que foram enumerados acima têm direitos? Certamente que
têm. O empregado que trabalhou para mim durante um mês tem direito a receber
seu salário, mesmo que lamentavelmente se tenha embriagado. O ladrão que furtou
meu dinheiro conserva seu direito à vida (e por isso eu não posso matá-lo).
Mas o ladrão não tem direito à vida enquanto ladrão, e sim enquanto pessoa.
Da mesma forma, o bêbado não tem direito ao salário enquanto bêbado, e sim
enquanto trabalhador.
Assim, se o homossexual tem algum direito, não o tem enquanto homossexual, mas
enquanto pessoa. E assim como não faz sentido elaborar uma Carta dos Direitos
dos Ladrões ou uma Declaração dos Direitos dos Bêbados, é absurdo uma lei que
defenda os “Direitos dos Homossexuais”.
Sendo um vício (e um vício contra a natureza!), o homossexualismo não
acrescenta direitos à pessoa. Ao contrário, priva-a de direitos, a começar pelo
direito ao Reino de Deus.
A misericórdia para com o pecador
“Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes (…) Com
efeito, eu não vim chamar justos, mas pecadores” (Mt 9,12-13). Estas palavras
de Jesus resumem a atitude que nós, cristãos, devemos ter para com os
homossexuais. É preciso socorrê-los. Mas eles só poderão ser auxiliados se
reconhecerem que são doentes carentes de médico e pecadores necessitados de
perdão. Jesus nunca negou o perdão aos pecadores humilhados, como a mulher
adúltera (Jo 11,10-11), a pecadora pública (Lc 7,47) e o publicano Zaqueu (Lc
19,9). No entanto dirigiu palavras duríssimas aos escribas e fariseus, que, em
seu orgulho, não admitiam necessitar de salvação (Mt 23,1-32).
Os homossexuais que, reconhecendo a gravidade de seus atos, procuram a
Igreja para se reconciliar com Deus, “devem ser acolhidos com respeito,
compaixão e delicadeza” (Catecismo da Igreja Católica, n.º 2358). No entanto,
aqueles que, longe de se arrependerem, orgulham-se do pecado que cometem (como
os participantes das manifestações de “orgulho homossexual”), estão
automaticamente se excluindo da salvação.
E quanto à discriminação? “Evitar-se-á para com eles todo sinal de
discriminação injusta (grifei)” (Catecismo da Igreja Católica, n.º 2358). O
texto supõe, portanto, que há discriminações justas para com os homossexuais. E
de fato há. Uma delas é a proibição de receberem a Sagrada Comunhão, enquanto
não abandonarem seu pecado. Outra é a impossibilidade de serem admitidos em
seminários e casas religiosas.
Discriminação contra a Igreja
Se, porém, os projetos acima citados se tornarem leis, surgirá para o Brasil
uma nova onda de perseguição religiosa. A Igreja, para ser fiel a seu Fundador,
será injustamente discriminada. Será considerada criminosa por chamar de pecado
aquilo que é pecado e por proibir aquilo que Deus proíbe. Deus se compadeça de
nós
Glicério G. de Sousa Jardim (teólogo Católico).
quinta-feira, 16 de abril de 2015
(Des)orientação Sexual
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Roberto Wagner G.,
Travesti
terça-feira, 24 de março de 2015
Americana criada por casal lésbico diz ser contra casamento gay.
A
declaração causou polêmica nos Estados Unidos e ganhou destaque na imprensa
internacional.
A americana Heather Barwick, 31 anos, foi criada por duas mulheres: sua mãe e uma companheira com quem foi morar após o divórcio. Hoje casada e mãe de quatro filhos, Barwick diz ser contra a união de pessoas do mesmo sexo e afirma ter sentido falta do pai em sua criação.
Para a revista The Federalist, reproduzida pelo jornal inglês Daily Mail, a mulher diz ser filha da comunidade gay, mas afirma não suportar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
No texto Heather afirma que sua mãe era gay e ficou casada com seu pai por pouco tempo. “Meu pai não era um grande cara, e depois que ela o deixou ele não se preocupou em se aproximar [da filha]”.
Ela relata que foi bem tratada pela parceira de sua mãe e por todos os amigos gays e lésbicas dela que frequentavam a casa, mas o desabafo foi o que gerou a polêmica: “Estou escrevendo porque estou saindo do meu armário: eu não suporto o casamento gay”.
Barwick diz que ama os homossexuais, mas que odeia a união deles “por causa da natureza da própria relação do mesmo sexo”. Até os 20 anos ela lutou e defendeu este tipo de relacionamento, mas nos últimos anos resolveu refletir e percebeu que ser criada por duas mulheres lhe trouxe consequências.
“A ausência do meu pai criou um buraco enorme em mim”, disse ela que ao ver seus filhos tendo contato com um homem percebeu que algo lhe faltou. “Eu amei a parceira da minha mãe, mas outra mãe nunca poderia ter substituído o pai que eu perdi”.
Em sua opinião o casamento gay não apenas redefini a palavra casamento, mas também a palavra pais e tenta normalizar uma estrutura familiar que nega aos filhos uma parte fundamental em sua criação.
“Ele [casamento gay] nos nega algo que precisamos enquanto nos diz que não precisamos, porém nós naturalmente ansiamos [por um pai ou uma mãe]. Eles dizem que vamos ficar bem, mas não estamos bem. Estamos sofrendo”, diz ela em nome das crianças criadas por pessoas do mesmo sexo.
Barwick cita situações comuns entre crianças de pais separados e entre crianças adotivas que podem se posicionar e mostrar como o laço desfeito com seus pais lhes causaram sofrimentos e reclama pelo fato dos filhos de casais gays não poderem dizer o que sentem. “Muitos de nós estão com medo de falar e dizer sobre o nosso sofrimento e dor”, afirma. “Não se trata de ódio”.
Formada em Direito, Heather Barwick atuou como advogada de casamentos gay e agora atua como ativista dos direitos das crianças. O artigo publicado pela revista conservadora traz como título um alerta à comunidade gay dizendo: “Cara Comunidade Gay: os seus filhos estão sofrendo”.
Fonte: Gospel Prime
sexta-feira, 6 de março de 2015
O pecado de Sodoma era o homossexualismo ou a inospitalidade?
GÊNESIS 19:8 – O pecado de Sodoma era o homossexualismo ou a inospitalidade?
PROBLEMA: Há quem argumente que o pecado de Sodoma e Gomorra tenha sido a inospitalidade, e não o homossexualismo. A base para isso é o costume cananeu que garante proteção a quem esteja sob o teto de alguém. É dito que Ló se referiu a esse costume quando disse: “nada façais a estes homens, porquanto se acham sob a proteção de meu teto” (Gn 19:8). Assim, Ló ofereceu suas filhas para satisfazer àquela irada multidão, de forma a proteger as vidas dos visitantes que estavam sob o seu teto.
Alguns ainda alegam que o pedido daqueles homens da cidade para “conhecer” (Gn 19:5) significa simplesmente “ser apresentado”, sem nenhuma conotação sexual, porque a palavra hebraica correspondente ao verbo “conhecer” (yada) geralmente não tem conotação sexual (cf. SI 139:1).
SOLUÇÃO: Embora seja verdade que a palavra hebraica para “conhecer” (yada) não signifique necessariamente “ter relacionamento sexual”, no contexto da passagem de Sodoma e Gomorra, ela obviamente tem este significado. Isso é evidente por várias razões.
– Primeiro, em dez de cada doze vezes que esta palavra aparece em Gênesis, ela se refere à relação sexual (cf. Gn 4:1,25).
– Segundo, o sentido da palavra “conhecer” é o do conhecimento sexual, neste mesmo capítulo. Pois Ló refere-se às suas duas filhas virgens dizendo “que ainda não conheceram homens” (Gn 19:8, SBTB), sendo este um óbvio emprego da palavra com o sentido sexual.
– Terceiro, o significado de uma palavra descobre-se pelo contexto em que ela aparece. E o contexto nesse caso é certamente o sexual, como indicado pela referência à perversidade daquela cidade (18:20), bem como por serem as virgens oferecidas para aplacar-lhes a lascívia (19:8).
– Quarto, “conhecer” não pode ter o sentido de simplesmente “ser apresentado a alguém”, porque no caso houve uma referência a “não façais mal” (19:7).
– Quinto, por que oferecer as filhas virgens, se o intento deles não era sexual? Se os homens tivessem pedido para “conhecer” as filhas virgens de Ló, ninguém duvidaria das intenções lascivas deles.
– Sexto, Deus já tinha determinado destruir Sodoma e Gomorra, como Gênesis 18:16-33 indica, mesmo antes do incidente ocorrido em 19:8. Conseqüentemente, é muito mais razoável admitir que Deus havia pronunciado juízo sobre aquelas duas cidades pelos pecados que eles já vinham cometendo, isto é, por causa do homossexualismo, do que por um pecado que eles ainda não tinham cometido, a inospitalidade.
Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia
Norman Geisler – Thomas Howe
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Travesti
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Movimento LGBT só quer dinheiro, diz ex-gay em entrevista exclusiva
Palestrante
do curso interrompido pelo Ministério Público afirma que “Ex-gays atrapalham os
negócios do movimento gay”
No dia 22
de janeiro, na Sociedade de Estudos Bíblicos Interdisciplinares, na cidade de
Taguatinga, no subúrbio do Distrito Federal, acontecia o curso
“Homossexualismo: ajudando, biblicamente, a prevenir e tratar aqueles que
desejam voltar ao padrão de Deus para sua sexualidade”, voltado exclusivamente
para lideranças evangélicas.
Por volta
das 21h30, os palestrantes Airton Williams e Claudemir Ferreira Soares
foram notificados a comparecer ao Ministério Público do Distrito Federal e
Territórios (MPDFT) para prestar esclarecimentos sobre o curso. O deputado federal Jean Wyllys assumiu a autoria de uma das
denúncias. Em entrevista exclusiva, um dos palestrantes, Claudemir,
conta sua história e alerta: “o movimento LGBT só se move em direção aos cofres
públicos”.
Você se
apresenta como ex-gay. Como foi esse processo de mudança?
Em
primeiro lugar, é importante deixar claro o que devemos entender pelos termos
“gay” e “ex-gay”. Ambos referem-se a identidades socialmente construídas. A
identidade gay visa afirmar um estilo de vida de quem se adequa à prática do
homossexualismo e não se incomoda com a atração por pessoas do mesmo sexo.
Quanto ao termo “ex-gay”, ele só tem sentido no que se propõe a desconstruir a
mítica identidade gay. Portanto, tanto os termos “gay” quanto “ex-gay” são
afeitos exclusivamente ao campo das disputas ideológicas.
Quanto ao
que você chama de “processo de mudança”, digo, de saída que, no meu caso, não
houve nenhum “processo”. Aconteceu de maneira instantânea, radical, completa e
definitiva. Até os 22 anos, eu era tão gay quanto qualquer gay poderia ser.
Assumi por volta dos 19 anos, mas fui iniciado no homossexualismo por volta dos
7 anos, e sentia atração por indivíduos do sexo masculino “desde que me
entendia por gente”.
E como
foi essa mudança radical e definitiva?
Um dia,
por volta dos 22 anos, fui “forçado” por uma forte chuva a entrar em uma igreja
evangélica na periferia do Distrito Federal. O pregador era um homem muito
simples e de pouco estudo. Apesar disso, em determinado momento da pregação ele
disse: “um homem só pode saber se sua vida agrada a Deus se ele souber do que
Deus se agrada”.
A
logicidade e a profundidade filosófica daquela única frase colocou em xeque
toda a minha forte convicção acerca de Deus, Bíblia, igreja, evangélicos e
homossexualidade. É bom lembrar que eu costumava odiar a maioria dos crentes e
suas igrejas! Porém, depois de ouvir aquela afirmação do pastor, decidi fazer o
seguinte “pacto”: se eu estivesse errado e o “Deus dos crentes” mudasse minha
forma de pensar, eu O serviria para sempre.
Fui à
frente, em sinal de que estava aceitando Jesus, chorei bastante e, no dia
seguinte, comecei a estudar a Bíblia compulsivamente. Isso ocorreu em 30 de
março de 1997. Desde aquela data, livrei-me instantaneamente da atração pelo
mesmo sexo, abandonei o homossexualismo e renunciei à identidade gay.
Como o
movimento LGBT trata pessoas que se apresentam como ex-gays?
Nenhuma entidade
do movimento LGBT luta por tolerância. A luta desse “movimento” é por apenas
uma coisa: dinheiro público! O povo brasileiro não entende de Políticas
Públicas, Convênios, ONGs, etc. Por isso, acredita na lorota de “luta pelos
direitos humanos para a população LGBT” que os ativistas gays apregoam na mídia
e junto ao Poder Público. Não por acaso, os líderes desse “movimento” fazem
tudo o que podem para evitar que seja dada visibilidade àqueles que eles chamam
de “ex-homossexuais”.
Por que o
movimento LGBT se ressente de ex-gays?
Esses
líderes não odeiam quem se livrou da atração pelo mesmo sexo, abandonou o
homossexualismo e renunciou à identidade gay. Eles apenas querem nos calar para
não atrapalharmos os “negócios” do “movimento”. Eles sabem que é possível mudar
de orientação sexual…
Alguém do
movimento admitiu que é possível mudar de orientação sexual?
Ninguém
menos que a senadora e sexóloga Marta Suplicy, militante no movimento
homossexual desde os anos 80, e o Dr. Luiz Mott, antropólogo, decano do movimento
homossexual no Brasil, afirmam expressamente que é possível deixar de sentir
atração por pessoas do mesmo sexo e desenvolver a atração pelo sexo oposto.
Suplicy declara esse fato em seu livro “Sexo para Adolescentes”. Mott, por sua
vez, discorre demoradamente sobre o tema ex-gays em seu livro “Crônicas
de Gay Assumido”.
Portanto,
dizer que “não existe ex-gay” é uma afirmação tão estúpida que nem mesmo os
ativistas gays acreditam nela. O problema entre o ex-gay e o dono de uma
ONG LGBT é que o primeiro constitui a antítese personificada de absolutamente
tudo o que o segundo pode utilizar para ludibriar a opinião pública e surrupiar
os recursos públicos que são supostamente destinados a “combater a homofobia”.
Só isso.
Em geral,
como ficam as vidas das pessoas que se declaram ex-gays ou ex-lésbicas?
Sofremos
um duplo preconceito: os héteros dizem que não existimos e os gays que estamos
mentindo. A imprensa nos retrata de maneira caricata, como mentirosos. As
universidades nos ignoram. Nesse caso, há um dogma em praticamente todas as
universidades públicas no Brasil segundo o qual é “antiético” pesquisar a
possibilidade de mudança de orientação sexual.
Ninguém
nasce gay.
Por que o
curso voltado a pastores no DF foi interrompido?
Em
primeiro lugar, é importante dizer exatamente isso: o curso foi in-ter-rom-pi-do.
Depois da interrupção, por volta das 21h30 da quinta-feira, 22, prosseguimos
normalmente com as atividades do curso. Em nenhum momento o MPDFT embargou,
suspendeu ou fez algo parecido contra a realização do curso.
Quanto ao
motivo da interrupção, à noite, acredito que o MPDFT tenha sido ludibriado por
um grupo de sociopatas que se valeu da função pública e do poder político e
institucional de que dispõe para convencer aquele Parquet de que
estávamos praticando um crime.
Mas,
oficialmente, por que o Ministério Público interveio?
É bom
deixar claro que foram feitas duas denúncias contra nós. Na primeira, uma
Coordenadora-Geral de um órgão da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da
Presidência da República (o “Balcão de Negócios” do “movimento”), dizendo haver
recebido uma denúncia do Conselho Regional de Psicologia (CRP-01), solicitou
providências ao Promotor do MPDFT. Na segunda, a Coordenadora-Assistente do
“CREAS da Diversidade”, órgão vinculado à Secretaria de Estado de
Desenvolvimento Humano e Social do Governo do Distrito Federal, em parceria com
dois psicólogos, elaborou um “Relatório Psicossocial”, fundamentado em “falas”
de “lideranças do movimento LGBT do DF” e julgamentos temerários de um livro
que nenhum deles leu (o meu livro: “Homossexualidade Masculina: Escolha ou
Destino?”). Em seguida, a Coordenadora-Assistente encaminhou ao MPDFT o tal
Relatório, acompanhado de cópia da capa e da contracapa do meu livro,
endossando, assim, a sanha denuncista.
O
deputado federal Jean Wyllys veio a público criticar o curso em diferentes
ocasiões e assumiu a autoria de uma das denúncias. O que você acha que o
irritou tanto?
Adolescentes
costumam ser ousados, mas também têm horror à possibilidade de serem
considerados “incapazes” ou “fracos”. No afã de parecerem corajosos, fazem as
piores besteiras. O deputado é uma criança…No máximo, um adolescente. Digo isso
porque as coisas ditas e feitas por ele guardam total correlação com as
peraltices típicas da adolescência. Por outro lado, é bom não esquecermos que o
tal “movimento” só se move em direção aos cofres públicos. O nosso curso
constitui, de fato, uma ameaça aos vultosos ganhos financeiros dos donos de
ONGs LGBT e, por conseguinte, de muitos cabos eleitorais de alguns
parlamentares.
Você
considera que esse episódio abre um precedente perigoso?
Se os
cristãos e pesquisadores brasileiros não acharem que esse episódio demonstrou a
força dos sociopatas que estão encastelados em órgãos públicos, ocupando cargos
de confiança e exercendo funções de Direção e Assessoria, acho que o procedente
é tenebroso e temo pelo que será do futuro das próximas gerações que amam Jesus
e apreciam a boa ciência.
Por outro
lado, se os seguidores de Cristo e a comunidade científica (aquela parcela não
alinhada à ditadura do “politicamente correto”) entender que esse episódio
expôs o quão ridículos e estúpidos podem ser esse grupo delinquentes, poderão
elaborar estratégias simples para colocá-los no devido lugar: na cadeia ou, no
mínimo, fora de qualquer função pública.
O que
você diria para os evangélicos que se surpreenderam com o episódio?
Acho que
os evangélicos que se surpreenderam com esses fatos ocorridos aqui no Distrito
Federal devem prestar mais atenção ao que está escrito na Bíblia acerca do
combate que todo cristão autêntico terá de travar até o dia de Cristo. Nesse
sentido, eu encorajo o povo de Deus a ser mais crente nas Escrituras e ousar
desafiar explícita e publicamente os poderes desse mundo tenebroso. É um erro
teológico grotesco acreditar que temos de “nos submeter a toda e qualquer
autoridade”. Isso, na verdade, é um ataque frontal aos ensinos bíblicos e, a
meu ver, uma “desculpa santa” para a covardia. Ao invés disso, temos de orar
pelas pessoas que se encontram em posição de autoridade, mas denunciar seus
atos malignos que contrariem o propósito de Deus para seus filhos e criaturas!
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